terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Maria, toda de Deus, Imaculada!


Hoje, caro filoteu (amigo de Deus) estamos muito felizes. Também pudera! Estamos celebrando uma obra prima de Deus: sua Mãe. Toda de Deus, Maria foi concebida sem pecado original, em previsão dos méritos de seu Filho Jesus. Ela é o que o anjo Gabriel chamou de "Cheia de graça". Não havia espaço em seu coração para mais nada que não fosse a amizade de Deus.
Toda de Deus, mas também toda nossa. E por que não? Claro, Jesus nos deu Maria por Mãe. O fato de ela ser tão santa, não a separa de nós, mas nos leva a buscar com mais intensidade as coisas do Senhor, a buscar também nós sermos cheios de graça, homens e mulheres todos de Deus. Certamente não chegaremos ao nível dela, mas poderemos sempre mais aumentar o nível. Que tal? Ela se disse "serva do Senhor" (Lc 1). Interessante, parece mesmo que Ela antecipa aquela doutrina de seu Filho quando afirmou: "o maior entre vós é aquele que serve" (Mt 23). Ser todo de Deus para servir, para dar a vida. Não é status, nem privilégio que isola ou elitiza. Trata-se de um consumir-se pela causa do Reino. E quem faz isso, é a Palavra, escutada e assimilada. Maria vivieu isso, bem direitinho. Com imensa generosidade, mesmo sem entender, mas crendo e aderindo. Faça-se! Cumpra-se! ou seja, o que Deus queria, ela queria também.
Santo Anselmo, um bispo que viveu no século XII, dizia que Deus "que pode fazer tudo do nada, não quis refazer sem Maria o que fora profanado". E o que fora profanado? Nossa amizade com Deus, nossa dignidade, nossa beleza de imagem e semelhança de Deus, nossa liberdade, nossa vontade, nossas paixões, enfim o que somos foi profanado pelo pecado. E Deus, em Jesus que nasceu de Maria reparou tudo isso.
Olhar pra Maria é entender que "filho de gato é gatinho", isto é, precisamos viver aquilo que São Bernardo viveu junto da Mãe de Deus quando disse pra ela:
- Maria, mostre que você é minha mãe.
E Maria replicou-lhe:
- Bernardo, mostre que você é meu filho!
Sem comentários.
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Jesus, o caro amor!

~

Caro filoteu (amigo de Deus) do papopirado, hoje tenho um papo sério, de amor, de união com Deus que um amigo me deixou e peço que em silêncio e oração, você mergulhe nesta experiência e voe nas asas do Espírito e descanse!

ALGUÉM REZOU E TRANSBORDOU, ALGUÉM SE INUNDOU E DEIXOU EXPLODIR ALGO QUE VIVEU E A ELE DEUS REVELOU. TOCOU O MISTÉRIO E QUIS TORNAR HISTÓRIA, UMA HISTÓRIA MARCADA PELA BELEZA DE UM DEUS QUE ENCANTOU, SEDUZIU E ARRASTOU. E ESTE ALGUÉM, APESAR DE SUA FRAQUEZA E MISÉRIA FOI TOMADA POR ESTE AMOR.

Disse este alguém ao Senhor:

Ó corpo, ó alma, ó sangue!

Belo, verdadeiro,casto, pobre, santo, ressuscitado e cheio de poder, do nosso Divino e humano esposo Jesus;

Ó vinde adoremos, ó vinde desejemos, por ele suspiremos, a ele contemplemos, a ele adiramos, com ele nós morramos e com ele ressurjamos.

Sem ele, nada, com ele, tudo.

Sob o seu olhar, sob o seu pensar, no pulsar do seu coração, no alcance de sua visão, na atenção de sua audição, assumindo a sua missão!

No seu querer, no seu viver, com a sabedoria da cruz, no fulgor de sua luz, amado Esposo Jesus.

Inestimável amigo e Senhor, vida das nossas vidas ó Cristo, afeto dulcíssimo e tão caro amor!

sábado, 28 de novembro de 2009

advento é.....

O estar preparado, o estar vigilante é atitude, não é abstração vaga ou sonho.
O advento é espera alegre, é compromisso generoso em fazer acontecer a expectativa responsável. Longe de ser passividade, aguardar indica que quem chega é importante. Arrumar a casa interior, adorná-la de virtudes, retirar o lixo, mobiliar a residência do coração, isso é viver a alegria solícita do hóspede, da visita ilústre.
O homem ou a mulher de fé oportunizará chances e situações para viver este desejo do encontro.
Chegar e aguardar quem chegará é um viver vigilante e, por isso, atuante.

Advento: esperar e viver. Encontrar e buscar.

Não é coisa de gente maluca (uns bobos alegres que ficam esperando não sei o quê que vem do céu, ou o príncipe encantado com seu cavalo branco ou bem,.... imagine!), mas de gente que ama.

Feliz advento e feliz ano novo litúrgico.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Twitter: uma utilidade da comunicação ou lixo na web?


A tecnologia usada para se comunicar tem seu devido lugar, e carece ser bem usada: nem demais, nem de menos! Quando a máquina vai substituindo gradativa ou até repentinamente a possibilidade de relacionamentos e quando a exposição da vida de alguém ultrapassa demasiadamente os limites tênues entre o privado e o público, então, cabe uma reflexão. A internet é mais um destes meios, criação humana. Diga-se de passagem, fantástica, maravilhosa. Trás consigo um potencial imenso de viabilizar a comunicação e fornecer informações, até mesmo em tempo real. Por isso mesmo a Igreja declara:


“Uma vez que o anúncio da Boa Nova às pessoas formadas por uma cultura dos mass media exige uma cuidadosa atenção às características singulares dos próprios meios de comunicação, actualmente a Igreja precisa de compreender a Internet. Isto é necessário a fim de que ela possa comunicar-se eficazmente com os indivíduos — de modo especial com os jovens — que se encontram mergulhados na experiência desta nova tecnologia, e também em ordem a fazer bom uso da mesma”[1].


A aldeia global está em todo computador conectado. Certamente, globaliza o bem, como também o mal. Em suma, depende como é usada. E com ela, veio à luz o Twitter. Seu lema é “"What are you doing right now?" ("O que está fazendo agora?"). O Twitter “é uma rede social e servidor para microblogging que permite aos usuários que enviem e leiam atualizações pessoais de outros contatos (em textos de até 140 caracteres, conhecidos como "tweets")”. “Micro-blogging é uma forma de publicação de blog que permite aos usuários que façam atualizações breves de texto (geralmente com menos de 200 caracteres) e publicá-las para que sejam vistas publicamente ou apenas por um grupo restrito escolhido pelo usuário”[2]. No Brasil, pouca gente associa a ferramenta ao uso corporativo ou em prol de algo útil. A proposta básica do Twitter é informar à sua rede de “seguidores” o que você está fazendo neste momento. Mas, diminuamos a marcha: o santo é de barro, a não ser para quem tenha um mórbido desejo de saber dos detalhes da vida íntima de qualquer um (o privado parece que deixou de existir em alguns casos: será que é carência afetiva?). E ainda gera um terrível volume de lixo eletrônico na rede mundial. É bom lembrar que todo esse lixo deixa a conexão mais lenta e faz com que se pague mais pela energia elétrica consumida – ou que outros pagam; é bom não esquecer que entra em cena a questão ambiental e por aí vamos.


Do ponto de vista do trabalho, a coisa muda de figura: “seguidores” que, atuando na mesma área profissional – ou em áreas afins e correlatas – podem ser mantidos a par dos rumos profissionais que alguém está tomando. Longe de ser oportunismo, todo mundo que trabalha precisa de fornecedores e parceiros bons e confiáveis, além de extremamente competentes e em constante crescimento e atualização. Será importante não perder tempo, aprender, colher informações, cultivar experiências. Comandadas por homens e mulheres extremamente inteligentes em suas áreas profissionais, as grandes empresas têm aprendido algo simples: a internet não é ambiente para que se proliferem pedófilos, emos, pseudo-reacionários-sem-causa e adolescentezinhos imaturos falando mal de seus pais. É uma ferramenta fantástica, pronta a servir-nos em nosso bem maior: nosso avanço científico, corporativo, intelectual religioso e moral. O Twitter também tem sido constantemente utilizado por grandes empresas para a divulgação de suas marcas, através de constantes atualizações, sempre ligando o "consumidor" a uma página onde possa encontrar mais informações sobre o serviço ou produto oferecido. Além disso, o Twitter tem se mostrado um ótimo instrumento para o fortalecimento das marcas no ambiente virtual, pois agrega seguidores que recebem as atualizações enviadas pelas empresas, porém ainda é uma ferramenta que deve ser melhor explorada para esse fim. Imagine só, se a divulgação do Evangelho passa a ser realizada através de um instrumento como esse? Formações, iniciativas educativas, momentos de oração, aconselhamentos, pregações, homilias, e etc. Em um mundo onde as pessoas têm essa necessidade um tanto exagerada e até morbosa de falar de si e expor sua intimidade, levar com insistência a mensagem de Cristo pode ser uma sacada de mestre. Jamais deveríamos exprimir na internet nada que não diríamos pessoalmente a alguém. E se, pessoal ou comunitariamente falaríamos da mais importante notícia, a boa notícia, a grande notícia,sem dúvida podemos e devemos repassá-la através do twitter. Ainda sobre a Igreja e a internet, o Pontifício Conselho para as comunicações sociais enfatiza:


“ ... os grupos ligados à Igreja deveriam estar activamente presentes na Internet; além disso, os indivíduos e os grupos não oficiais, bem intencionados e rectamente informados, que agem por sua própria iniciativa, são também encorajados a estar presentes na Internet”[3].


O Twitter, invadido por brasileiros despreparados, apenas reflete a falta de preparo da maioria dos nossos usuários em lidar com a tecnologia para um fim útil e maior. Que os Twitters, Orkuts, MySpaces, sirvam a algo maior. Não é necessário abolir a informalidade, a espontaneidade, tampouco o lazer. Entretanto, há algo muito mais interessante do que o recheio dos seus sanduíches para postar no Twitter…; educar para um uso inteligente e produtivo, e por que não dizer, salvífico desta parafernália tecnológica é sempre algo irrenunciável para os cristãos, ante os seus jovens também chamados a ser discípulos do Senhor Jesus!


[1] PONTIFÍCIO CONSELHO PARA AS COMUNICAÇÕES SOCIAIS, Igreja e internet, n. 5 in http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/pccs/documents/rc_pc_pccs_doc_20020228_church-internet_po.html, acesso em 28/outubro;2009, às 22h21m.
[2] Twitter , in http://pt.wikipedia.org/wiki/Twitter, acesso em 28/outubro/2009, às 22h05m.
[3] PONTIFÍCIO CONSELHO PARA AS COMUNICAÇÕES SOCIAIS, Igreja e internet, n. 8, in http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/pccs/documents/rc_pc_pccs_doc_20020228_church-internet_po.html, acesso em 28/outubro;2009, às 22h35m

domingo, 18 de outubro de 2009

o maior entre vocês!



LECTIO DE 18/out/2009Mc 20, 35-45UM PAPO SERÍSSIMO! Segura aí! Não seja covarde, nem medroso e não invente de se esconder. NÃO FUJA! LEIA, REZE, PENSE, DECIDA!

A palavra de hoje nos insere no vértice da vocação cristã. A ambição dos discípulos, direcionada aos cargos ou lugar de honra, ou mesmo afirmando e buscando garantir o triunfo junto do Messias revelam o coração humano e suas megalomanias (as manias de ser grandão, o maioral, o rei da selva - tendências leoninas). Parece este leão que se julga do dono do pedaço, abafando e arrasando!O que pedis? O que quereis que eu vos faça? Esta pergunta de Jesus é muito séria e muito importante. Ele quer fazer e quer nos atender. Mas, fica o questionamento: qual o conteúdo do nosso querer? Que desejamos? Onde se inclina a nossa vontade? Para onde nos leva o nosso coração? Que que você anda querendo. Palha, lodo, lama, ouro, prata? Sabe distinguir o ouro da prata? a prata do lodo? o lodo da palha? O que é importante? O que é que tem valor? Você sabe? Quais os critérios que você usa? É preciso distinguir, separar o mais certo daquilo que é o mais fácil.
Ao ouvir a solicitação dos discípulos na linha da grandeza, dos cargos, das facilidades e do triunfalismo, a resposta do Mestre reconduz a compreensão da vitória e da primazia que cada discípulo do Reino deve almejar.Ele não oferece cargos, nem prestígio, nem honras, nem mesmo o sucesso: ele oferece o cálice da ira o qual deve ser esgotado (cf. Jr 25, 15-29; Is 51, 17). Os dois discípulos entenderão isso: Tiago morrerá mártir de martírio vermelho (será morto por Jesus e pelo Evangelho derramando o próprio sangue cf. At 12, 1-12) e João terá que sofrer por Jesus e no seus escritos deixará um inenarrável testemunho da primazia do amor-caridade-serviço. Isso é algo de enaltético! Só o tchekslovekibite!
Na Bíblia o Peregrino há um comentário belíssimo e eu o transcrevo aqui:
... a comunidade do Messias rege-se por princípios opostos aos do mundo. Nela, a ambição será substituída pelo espírito de serviço. Não é que o serviço seja meio para conseguir o primeiro lugar, mas que no serviço reside a dignidade. Não em virtude de um oráculo individual (como em Gn 25, 23), nem por uma desordem social (como diz Ecl 9, 6-7), mas por um preceito e pelo exemplo de Jesus (visto como servo de Is 53, 10).Na menção do cálice e da imersão, o cristão pode ler nas entrelinhas uma alusão ao batismo e à eucaristia como participação na paixão de Cristo (Rm 6, 3-4; 1Cor 11, 26)”(L. A. SCHöKEL, Bíblia do Peregrino, 2ª ed., S. Paulo, 2006, p. 2426).
Os primeiros lugares no Reino a quem caberá? Meu Deus! Livre-nos o Senhor desta pergunta: é para quem o Senhor quiser. Não nos cabe ambicioná-los. Quem os ambiciona, deles se exclui! Cabe-nos amar, servir, dar a vida. O que vem após isso, bem, não é da nossa conta. Basta que Deus saiba e na liberdade infinita que lhe caracteriza faço o que bem entender.Alguém disse que o caminho da fidelidade a Deus por medo do inferno é o caminho dos escravos. A busca das recompensas é o caminho dos mercenários. A filiação amorosa e confiante, o serviço generoso e desinteressado é o caminho da união perfeita para com Deus aprofundarão o zelo e o desejo de dar-se servindo. A confiança cristã não se baseia só na cruz, senão a cruz se tornará uma ideologia, monstruosidade. Atrás da cruz está o amor do Pai. É este amor que nos escolheu em Cristo e para Cristo. Nós mesmos, somos, para o Cristo, o dom que o próprio Pai tem reservado ao seu querido Filho. Idéia fantástica e inusitada: Nós o presente do Pai para seu Filho! Jesus toma a contramão. E tome barruada! Responde às perguntas dos discípulos oferecendo a proposta radical: dar a vida! Fazendo a proposta da pequenez: ser escravo dos irmãos! Fazendo a proposta do amor e da realeza divina: o serviço. Sem minoridade não existe fraternidade.
Nosso Senhor conhece o coração com sua mania de grandezas. O homem é feito para se levantar da sombra e andar erguido, dentro da luz. Mas o coração humano se perverte e usa a grandeza para diminuir o outro, servir-se do outro, explorar o outro. Parece que, somente amarrando o outro na sua insignificância, a pretensa grandeza parece grande. Terrível! Quem faz isso é, aos olhos de Deus, um jeguenow (burro).Jesus segue na contramão: quem governa as nações as dominam, e os seus grandes as tiranizam. Como é triste ver que quem foi chamado e eleito ou de algum modo chegou ao poder, ao invés de servir o povo, serve-se do povo. Ao invés de buscar o verdadeiro bem das pessoas, pelo populismo ou pela opressão tirânica, alguns governantes vão ao encontro de interesses que deixam a vida mais cômoda, não buscam o melhor e o mais certo, mas o mais fácil e mais gratificante para o egoísmo humano. E, às vezes, buscam o que é cômodo para si, com a meta de unicamente manter-se no poder. Para manter-se no poder são capazes de tudo. Será que isso existe ainda hoje?
Nosso Mestre aponta o caminho certo para os seus discípulos: o serviço, assim como ser escravos dos irmãos e irmãs. Serviço da verdade, serviço da caridade. O cristão, ao ser comparado ao sal e à luz (cf. Mt 5, 13-16) recebeu de Jesus uma imensa responsabilidade. Agir e ser elemento de transformação. O discípulo de Cristo aceita a desafiante proposta de ser diferente e fazer a diferença. Iluminando e dando sabor, preservando da corrupção a vida cristã é marcada por um dinamismo enorme. Trata-se da dinâmica do compromisso, da força da responsabilidade. Pense num negócio chopanestérico e anaximândrico, panelático e extragótico! Algo supimpa e inoxidável!A disponibilidade ao serviço do outro é a verdadeira medida da grandeza e precedência na comunidade. Toda função de governo deve estar, exclusivamente a serviço da comunidade. Como Cristo é fonte de Deus em nós, assim nós também, pelo serviço, queremos ser para os outros, fonte de felicidade e confiança. A gratuidade é a lei de Cristo! Quem mais serve os outros sem recompensa, tem semelhança com Cristo. Por isso, quem não vive para servir, não serve para viver. Quem topa qualquer parada, não para em qualquer topada.
Um abraço pra vc filoteu!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Uma flor no jardim do Senhor: Margarida






Não fique impressionado, caro filoteu, mas essa flor é demais. Não estou exagerando!





Era uma garota comum, mas Jesus teve para com ela uma predileção toda particular. Foi tomando-a para Si. E ela não teve como escapar deste amor gigantesco que dela tomou posse. O nome dela (desta flor) é Margarida Maria. Viveu na França durante o século XVI. No convento, fez progressos muito particulares e Nosso Senhor falou muitas vezes com ela. Numa dessas vezes convidou-a para realizar uma ação de reparação pelos pecados da humanidade. Mostrou para ela o seu Sagrado Coração. Naquele tempo, além dos pecados, as pessoas tinham uma relação com Deus toda cheia de dedos, ou seja, marcada por medos, terrores de tudo quanto é tipo.





Ora, Margarida ajudou as pessoas a entender que, ao mostrar seu Sagrado Coração, Jesus deu a entender à sua amiga que as pessoas deveriam ter para com Ele muita confiança e um amor sincero, roxo, total. Ele é amigo, não é patrão. Ele é Senhor, não um carrasco. Ele é Deus e não um ídolo. Ele é Amor e sua justiça se expressa no respeito à liberdade de todos. Se Ele pressiona, purifica, poda, tira, arranca, alerta, dá umas cacetadas bem dadas, ah, caro brother, não se assuste: Ele só quer o maior bem de quem é alvo do seu amor. "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8, 28). Por isso, quem se encarregar de amar a Deus com todo o coração, então, só tem lucro, o que acontece vem somar e nunca dividir ou diminuir.





Quem te fala é a Margarida:





"Este Coração divino é oceano de todos os bens. Nele precisam os pobres mergulhar todas as suas necessidades. É oceano de alegria, onde temos de mergulhar todas as nossas tristezas. é abismo de humildade contra nossa loucura, abismo de misericórdia para os miseráveis, abismo de amor para as nossas indigências".

Segundo Margarida, do Coração de Jesus brotam dois três rios: um da misericórdia para os pecadores, outro é de caridade para os sofredores (em especial os que estão se esforçando para serem melhores -aquela turma que rala duro para fazer o que Deus quer). O outro é amor e luz que ilumina e fortalece os perfeitos amigos de Jesus os quais deverão buscar sempre mais a Sua glória. Fantástico não é? Que riqueza! Tudo isso é arrasantemente triturante.

Ela dá um conselho final:



"Acima de tudo, porém guardai a paz do coração que supera todos os tesouros. Para guardá-la, nada melhor que renunciar à própria vontade e colocar a vontade do divino Coração no lugar da nossa, de modo que ela realize em nosso nome o que redunda em sua glória. E nós, felizes, nos submetemos a ele, com absoluta confiança".

Mas, atenção, fique antenado com uma observação que a santa nos dá a respeito deste coração cujas pulsações ela bem conhecia: "Pois o Sagrado Coração é fonte inexaurível, que somente quer difundir-se pelos corações humildes, a fim de que estejam livres e prontos a viver sua vida em conformidade com seu beneplácito". Olha lá, a coisa é bem arrochante: é preciso ter humildade. Sem ela não é possível receber as difusões do Coração Sagrado. Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!"

Que Jesus te esconda no Seu Divino Coração, Coração humaníssimo também e te faça feliz. Coração na Bíblia é a sede das decisões. E Deus que é Amor se decidiu a amar.

Um abraço pra você.

PS: (Se vc quiser dar uma olhadinha no outro blog, mais formativo, o endereço é http://filoteus.blogspot.com/): lá eu tenho uma formação que estou postando (ao menos vez por outra).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Teresa, a amiga de Jesus


Estou postando mais esta mensagem sobre Teresa de Jesus, a grande. E por que foi grande? era uma amiga de Jesus. E os olhos desta mulher estavam fixados em Nosso Senhor de tal modo que com segurança ensinou:
"Com tão bom amigo, com tão esforçado chefe, tudo se pode sofrer. Serve de ajuda e dá reforço: a ninguém falta. É amigo verdadeiro. Sempre tenho visto claramente que, para contentarmos a Deus e para que nos faça ele mercês, quer que seja por intermédio desta humanidade sacratíssima, na qual Sua Majestade declarou ter posto suas complacências. (...). Quando pensarmos em Cristo, sempre nos lembremos do amor com que nos concedeu tantas graças e da grande ternura que nos testemunhou em nos dar tal penhor do muito que nos ama., pois amor pede amor. Procuremos sempre ir consderando estas verdades e estimulando-nos a amar. Porque uma vez que nos conceda o Senhor a graça de que este amor nos seja impresso no coração, tudo nos será mais fácil: faremos grandes coisas muito depressa e com pouco trabalho".
Bem melhor que isso é só dois isso. Recuso-me comentar algo que já está cheio de clareza. Tenho receio de estragar o que já está bom demais e muito bem dito. Deixo pra você este pensamento, meu caro filoteu (amigo de Deus) para que sua amizade com Ele amadureça progressivamente.
Um abraço pra você.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Teresa, aquela de Jesus


Êta mulherona! Toda de Deus e por isso, livre como um pássaro. Toda de Deus e por isso, pôde doar-se à missão com totalidade. Que meta formidável esta inteireza de Teresa! E como foi que ela conseguiu?
Bem, sei que falarei pouco ou quase nada, mas é só uma pincelada que não tem a presunção de dizer muito; ela descobriu a ORAÇÃO. Isso mesmo, a chave que abre as portas, especialmente do coração de Deus. E para a Teresona (ela era grande mesmo, não em estatura física propriamente, mas uma gigante na fé) rezar significa estabelecer com Deus um trato de amizade.
Eta pentcha! Amizade é algo muito sério. Significa relacionar-se em profundidade, interagir, partilhar, acolher o amigo e nele deixar-se envolver pelo bem que ele traz consigo. Amizade é criar pontes, é cativar (criar laços - quem lê o pequeno príncipe vai achar isso).
Veja bem, amizade não significa somente luzes, flores e cores. Ser amigo significa acolher a diferença; bem e quando o amigo é DEUS, então meu filho, pode tirar o cavalinho da chuva e nem invente de encabrestrar o Todo Poderoso que, como dizia meu avô, tentar fazê-lo é o mesmo que jogar pedra na lua. Eu queria dizer que, ser amigo de Deus exige acolher a ALTERIDADE. Traduzamos: ele é o totalmente Outro, ele está muito, mas muito além de mim. Não dá pra encaixotá-lo em meus reduzidos esquemas. E aí a porca torce o rabo. Aí o trem pode sair dos trilhos. E por que? Precisa paciência. Nem invente de relacionar-se com Ele na base da síndrome da Kid Abelha "Hum, quero você como eu quero". Isso é coisa de bereu! Gente que é jegue-now! Deus prova seus amigos, quer vê-los maduros, sem nhê-nhê-nhê (isso pode dar um iê-iê-iê da moléstia), mendigando consolações ou vivendo uma vida medíocre. Deus não quer vítimas, coitadinhos, gente com cara de morreu e esqueceram de enterrar, aquele povo meio bobo que acha que os outros são sempre os culpados. Bem, basta a Vítima Pascal: Cristo. O resto, com excessão de Maria Imaculada (que não se fez de vítima) todos têm culpa no cartório e por isso são culpados. E brá!
Teresa ensina: "Imaginar que sua Majestade acolha entre seus amigos íntimos gente comodista e sem sofrimento, é verdadeiro disparate". Afffiiiiii! Pense. Segura esta!
Deus não quer amigos interesseiros ou egoísta (nem eu! você também não, claro!). Por isso, os purifica, por isso os prova. As pessoas têm que querê-lo em função dele mesmo e não em função de seus dons.
Bem, Teresa, minha querida Teresona, topou a parada e não parou na primeira topada. Foi em frente e não desistiu. Fez até um voto para fazer tudo com perfeição. Amigo que é amigo, é assim.
Teresa,tão humana: mulherão! Toda de Deus: santona! Viveu o trato de amizade com Jesus: amigona!
Depois eu falo mais dela: é gostoso falar dela. Que ela de sua feliz eternidade reze por nós todos.
Um abraço pra você pequeno filoteu! (amigo de Deus).
PS: Amanhã é dia dela. Comemoremos e sobretudo agradeçamos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Que riqueza é essa?



E o chiquinho (o nome dele mesmo é São Francisco de Assis) amou a pobreza, ficou rico da verdadeira riqueza e foi feliz, muito feliz!!!!!!!!!!!) Pense! Ele é a figura que me inspirou comentar este evangelho. (Mc 10, 17-30)


Alguém se aproximou de Jesus e o chamou de bom. E perguntou também o que é preciso para chegar à vida eterna. Respondendo ao que lhe parecia evidente, algo que estava na cara, o Divino Mestre expõe com clareza as exigências do Reino: os mandamentos! (ora bolas, o que mais deveria ser?). Além disso, ajudou o seu interlocutor a entender que toda bondade vem de Deus. Nós participamos desta bondade.

Ótimo! Que beleza (beleza pura), tudo claro. Ficou tudo só o tchekslovekybite e o tchorinights juntos. O fulano que até se ajoelhou para fazer a pergunta (que solenidade! Que reverência! Caramba!), deixou claro que era um ótimo observante dos mandamentos. Maravilha, melhor que ótimo! Já é grande coisa, grande coisa mesmo (e hoje em dia, nem se fala!!!!!!!!!).

Mas, (sempre tem um mas na história, porque senão ela não tem graça), o fulano reverente ouviu de Jesus algo muito instigante (ou seja, Jesus, digamos, jogou a batata quente nas mãos do dito cujo, meteu a faca e fez a proposta exigente, coerente pra quem quer mais, envolvente pra quem quer investir a vida): “vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Resultado, o tal se abateu, ficou triste e se escafedeu. Onde estava o problema? Ele era muito rico! E desde quando riqueza é problema? Ela tem tudo pra ser solução! Exato!

Entretanto (Vixe, lá vem outra adversativa!), qual o significado que estas riquezas possuem para este moço? Qual a importância ou o grau de prioridade? Tais riquezas são meios ou são um fim? Tem valor instrumental ou valor de meta? é ponto de passagem ou ponto de chegada? Eis o x da questão, aqui é que o trem pode sair dos trilhos.

Outra coisa importante: Deus pode salvar os ricos. Não são as riquezas que salvam, mas a graça divina que podem ajudar as pessoas a fazerem um bom uso de suas riquezas para fazer o bem, para viver a missão que o Senhor a elas confia. Por riqueza, não se entenda somente dinheiro e coisas materiais. Seria uma visão muito pobre, muito míope do que é riqueza, mas entenda-se também os bens espirituais, culturais, intelectuais, a saúde, o tempo, a formação, em suma, as oportunidades que as pessoas tiveram na vida. Eis a riqueza. A vida é uma grande riqueza. Mas, tudo isso, ou é posto a serviço, ou se torna meio para viver o projeto de Deus ou então é ídolo, é acumular pra si sem partilhar, é fazer de algo que deve ser posto em comum, um mero recurso de segurança pessoal.

Que haveremos de ganhar em troca, nós que deixamos tudo pra te seguir? Bem, esta é uma pergunta infeliz. Não se pode relacionar com Deus na base do "toma lá dá cá". Deus não tem vocação para ser comerciante, ele não comercializa seus dons: ele os doa para que sejam partilhados com discernimento e generosidade. Só isso. Além do mais, não estamos fazendo um favor para Deus pelo fato de estarmos no seu serviço. Ao contrário: É Ele que nos concede um grande dom por nos chamar para servi-Lo. Aliás, pensemos bem, a turma por aí, acho o máximo ser secretario do papa, ou do presidente ou da rainha da Inglaterra, ou ligado a gente influente ou importante, indinheirada e coisas várias. E ser servo de Deus, o que é? Ser filho de Deus? Bem só sendo DDD (doidim de Deus) pra viver esta piração evangélica da gratuidade: aliás, ela é uma bomba de amor, uma revolução que vai deixar o Espírito Santo fazer a maior festa (pra não dizer a maior farra) realizando a quebradeira no egoísmo e comodismo das pessoas.


Deus abençoe. Fui!

sábado, 3 de outubro de 2009

Não é bom que o homem esteja só!


Saca só: Hoje o papo pirado será um papo firme. Um papo de amor, um papo que lembrou a responsabilidade de algo muito sagrado e que Deus leva muitíssimo a sério. Ele ama roxamente a família e o matrimônio. Fica de cara quando o sucateiam e acham que ele virou saco de pancada dos instintos descontrolados. Tá ligado?
Quando os fariseus falaram que, no antigo testamento, Moisés tinha autorizado uma certidão de divórcio a ser dada à mulher quando o homem quisesse separar-se, Jesus interviu e discordou. Explicou que essa permissão ou concessão feita pelo grande guia do povo se deu por causa da dureza do coração humano. Coração de pedra, coração de ferro, sem sensibilidade para construir algo que seja bom de fato, algo de belo e de verdadeiro para fazer o homem mais homem e a mulher mais mulher, ou seja, plenamente realizados.
Dividir, separar, apartar, distanciar, bem, estes são verbos que Deus não conjuga. O Deus Trindade é comunhão, é união, unidade, partilha profunda, na riqueza da diversidade do trio que a compõe. Conjugar significa dar dinamismo ao verbo, desdobrá-lo na dinâmica dos tempos, fazê-lo realizar sua função operacional, ou seja, deixá-lo agir. Deus não é uma solidão teocrática, é uma comunhão de Pessoas chamando o homem e a mulher à comunhão. Daí o veredito: "Não é bom que o homem esteja só". E o matrimônio que é o berçário da vida e de todas as formas de vida comunitária e social deve ser cuidadosamente resguardado e cuidado. Nâo é exagero. Sem a família, sem o matrimônio vivido na ordem estabelecida por Deus a sociedade não sobrevive, ou melhor, caminhará de forma terrível para sua ruína. Escafeder-se-á (gosto de mesóclises: elas são divertidas). Não é corolice nem moralismo da Igreja ou do papa e dos bispos. É uma verdade a ser assumida e responsavelmente direcionada.
"Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!"
Cada família que se forma é uma resposta amorosa e generosa a este veredito divino. Está na natureza humana. Por isso, que do ponto de vista natural, instintual (pelo instinto agregativo, afetivo-sexual, comunitário, generativo), a pessoa humana tende a casar-se. As pessoas buscam ter alguém, sua "cara metade" (não que sejam incompletas, mas capazes de criar esta comunhão). E cada família tem seu rumo, tem suas peculiaridades: eis a razão pelas quais morar em casa de sogra ou de sogro, morar com outros, não sei, tudo isso é meio perigoso e de pouca possibilidade que dê certo. E mais, já não são dois, mas uma só carne, isto é, uma só vida, um só coração e no concreto do cotidiano, unidos por laços não somente naturais, mas laços divinos pela força de um sacramento. E o sacramento do matrimônio, junto com o sacramento da ordem, é classificado como sacramento do serviço. E que serviço! Serviço do amor e da vida! E quanta segurança e estabilidade em nossas almas, em nossos corações encontrar estes sinais fortes, proféticos de homens e mulhers que feitos esposos no Senhor, vivem a unidade, a comunhão. Envelhecem juntos, partilham existências até às últimas consequências, até que a morte os separe. Com efeito, o que Deus uniu, o homem não separe. Mandamento divino ao qual somos chamados a acolher com reverência e profundo zelo. Se assim não for teremos uma família trapo. E trapo se desmancha rapidinho. Não tem consistência.
Talvez aqui venha a necessidade de entender que família não pode ser sucateada por tantas forças corrosivas, destrutivas, negativas, impedimentos para viver com dignidade e profundidade um relacionamento estável, definitivo, repleto de um amor sólido e estável. A preparação para o matrimônio começa com a amizade, com a oração, com laços de mútuo conhecimento. Dá pra entender ou intuir que os "fica", os relacionamentos bem promíscuos (esculhambados mesmo), afetos desordenados, além de superficialidades de tudo quanto é jeito são formas intelijumentais ou burrolijais de construir a casa sobre a areia movediça. Instinto é cego e por isso precisa ser guiado. Caso contrário a inteligência e a vontade se enfraquecem e tudo acaba no buraco e haja Deus para de lá tirar quem lá caiu. E aí véio, vai ser a maior páia, Ó?!
Viemos de uma família. E para a Família Trinitária um dia tornaremos.
Deus te "protueja" (não tem nada haver com brotueja, viu?)

A esperteza da menina


Vá ser esperta assim no céu fazendo na terra o bem!!!! Ela, a menina pequena, a TERESINHA, fez e faz isso. Faço minha homengem a ela, uma amiguinha de velhos carnavais que não desgruda de mim. Sou grato ao Senhor por ela!
Ela não dava ponto sem nó. Sabia muito bem que babado não é bico. E por isso, em sua curta existência (quem foi que disse que foi curta? Ela disse que ia passar o céu dela fazendo o bem à terra! Ela não se aquieta! Uma menina peralta mesmo. Teresinha é um tipo de gente que nem sei se pra eles adianta dizer "descanse em paz", depois que morreram. Até da eternidade estão na ativa. E que ativa! Jorrando pétalas de rosas de amor que são as graças que ela arranca do bom coração de Jesus!
Voltemos: o segredo dela (só pra nós.... e pro povo da rua ou também pra torcida do flamengo) => ser pequena, ser confiante, abandonada, cheia de certeza que o Pai cuida de tudo e por isso mesmo os mínimos detalhes eram muito importantes para a Teresinha: todos estes detalhes e coisas pequenas estavam cobertos de atenções e cuidados. Alguém disse que "Quem é fiel no pouco será fiel no muito" (imagine quem?): Sacou? Conectou? Tá ligado?Quem é pequeno não fica por aí desperdiçando tempo, não se enrola, não se embaça com traumas ou nas dificuldades miúdas do dia-a-dia. O importante é que aquele sorriso, aquele jeito de lavar a panela ou varrer a casa, aquele jeito de teclar no computador, aquela palavra, aquele jeito de falar, de sofrer, de se alegrar, coisas miudinhas, pequenininhas, aquelas besteirinhas de nada, bom, tudo isso pode se encher de significados e bênçãos, pode ser fonte de salvação para que o amor seja gigante.
Que tal? Mas, esse caminho das pequenas coisas, da infância espiritual está longe de ser um caminho adocicado e meloso. Ser criança nos braços do Papai do céu não significa viver uma criancice besta e egoísta. É caminho de um abaixar-se exigente, corajoso, profético, onde o orgulho vai perdendo a vez e a voz (ou melhor a força do grito) para acontecer uma generosidade sem precedentes. É alegrar-se com os mimos pequenos do Pai, é acolher o sim e o não que vem de Deus na certeza que estamos seguros na sua vontade, que seremos felizes quando estamos abandonados ao seu amor misericordioso. Esse foi o caminho da meninazinha esperta e pode ser o meu, pode ser o teu. Que tal?
Abraço pra você!

domingo, 9 de agosto de 2009

QUE COMIDA É ESSA QUE NOS FAZ CAMINHAR?


LECTIO DE 9/AGOSTO
1Rs 19, 4-8


E O PROFETA ESTAVA EM CRISE! PENSE SÓ!

ACHO QUE ELE PASSOU A ACHAR QUE A MISSÃO DELE ESTAVA ACABANDO COM ELE.

Se ele fosse um jovem moderno ele diria pra Deus: “ISSO É A MAIOR PAIA”

DESCULPA AÍ, DEUS, MAS A SITUAÇÃO ESTÁ MAIS PRETA QUE URUBU DE LUTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
VOCÊ JÁ ENTROU EM CRISE NA VIVÊNCIA DE SUA MISSÃO? POIS É, O PROFETA ELIAS TAMBÉM!

MAS QUE ALIMENTO É ESSE QUE FAZ O PROFETA CAMINHAR?

Que alimento é esse que Deus nos dá que nos faz dar passos na direção de sua vontade, simbolizada pelo Horeb?

Personagens: o anjo, o profeta Elias
Contexto: o deserto, a fuga do profeta, sua crise profunda

Elias entrou no deserto, caminhou e sentou (cansou): que grande crise a do profeta! Perseguido pela rainha Jezabel, mergulhou em um forte desânimo. Entrar no deserto é um modo de mergulhar naquela solidão e naquele silêncio onde a pessoa submerge sua vida em certas verdades. Dá pra olhar as coisas, avaliar tudo e buscar soluções. O pobre Elias não conseguiu nem isso!

Elias desabafa com Deus: quer desistir, tenta refugiar-se na morte que se Deus lhe concedesse naquele momento seria muito bem vinda. E por quê? A morte seria uma fuga, um deixar o problema no meio do caminho, não enfrentá-lo! Ora, quem não viveu isso? Quem não quis um dia em sua vida chutar o balde e o pau da barraca, jogar tudo pro ar e desistir. Que bom que Elias teve crises! O profeta é um alguém perto de nós. Todo mundo, junto com Jesus tem direito de viver o seu Getsêmani.

No seu desabafo o profeta não se acha um super-herói, nem um super dotado. Não se acha melhor que seus pais! Outra maravilha, outra jóia extraída deste texto bíblico. Deus não precisa de gente super-dotada, nem de super-heróis. Eles são fortes demais, independentes demais, poderosos demais. Poderiam miseravelmente ofuscar o poder de Deus e, sem o poder de Deus que será de nós? Passaremos a ser as pessoas mais infelizes e desgraçadas! Não precisamos do poder de Glayskow (lá do Heman, lembra?). Não precisamos do Batman, nem muito menos do Hobin, nem do Superman, nem da mulher maravilha nem do homem aranha com suas teias resistentes. E se nós não precisamos, Deus muitíssimo menos. As pessoas que se acham os super heróis são dignas de pena, pois não experimentarão o poder de Deus. Bastam-se! Que miséria!

O anjo tocou o profeta em crise. Quem é o anjo? É o mensageiro. São Gregório diz que podemos pensar no anjo não só quanto à natureza, mas quanto ao ofício. Um não nega o outro, entenda-se bem! Se assim for, poderemos ser os anjos (=mensageiros) de Deus na vida de tantas pessoas que estejam mergulhadas na escuridão de tantas dúvidas, de tantas perplexidades, quando a vontade ou mesmo as permissões de Deus com suas ações purificadoras são sinônimos de tantas noites escuras. E não só, mas os outros serão estes anjos em nossas vidas! Não esqueçamos também os puros espíritos, os anjos mesmos. Que eles nos assistam e nos lembrem de comer. “O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem e os salva” (Sl 33[34], 8. Que cada um se sinta comprometido com a Providência de Deus para ser canal de seus cuidados na vida das pessoas!

Mas, comer o que? O anjo disse “levanta-te e come” (v. 5). A comida era o pão que o Deus dava a Elias e que foi trazido ou mostrado pelo anjo. Nós hoje temos um pão especial. O Senhor Jesus dirá depois: “Eu sou o pão da vida. (...). Eis aqui o pão que desce do céu: quem comer deste pão, nunca morrerá” (Jo 6, 48. 50). De fato, a Eucaristia é o pão dos anjos, feita pão dos homens. Bonito, verdadeiro, transfigurador! E não só isso, mas também responsabilizante, comprometedor! Isto é fundamental. Levanta-te! Esta ordem (o verbo está no imperativo) nos fala que este pão não é comida para acomodados, parasitas, apáticos ou pessoas que simplesmente desistiram de tentar, de ir, de prosseguir. É pão dos que tentam, insistem, persistem e não desistem, apesar dos pesares. Come! Outro verbo importante cujo significado poderia ser nutre-te, robustece-te, deixa-te fortalecer.

“Tens um longo caminho a percorrer. Elias levantou e comeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus” (v. 7b-8). Na força deste alimento, a caminhada por mais desafiante que seja, é tornada possível. A força da graça faz o poder de Deus agir vigorosamente. Quem come deste pão do céu que Jesus nos deu, nutre-se de Jesus, mas para tornar-se um com ele. Deste modo, a vida passa a ser mais cheia de sentido, as alegrias mais plenas, as dificuldades mais leves e fontes de oportunidades para crescer e santificar-se. O monte de Deus é onde Deus está. Poderemos dizer que Deus está na sua vontade em nossa vida. Lá onde, quando, como, porquê, fazendo, pensando ou falando o que sendo tudo isso, vontade de Deus, então poderemos dizer que nisso consiste nosso “Horeb”. Sua vontade é nosso lugar pois lá Ele está!

Caminhar é difícil. O poeta português dizia que “navegar é preciso”. Pegando carona, podemos dizer que caminhar é preciso. Por isso, comer é necessário. Caso contrário, desfaleceremos no caminho que, por sinal é muito longo!

Mas, não basta comer a Eucaristia, nem apenas celebrá-la ou mesmo adorá-la. Tudo isso é muito importante e são as preliminares imprescindíveis para o que deve vir depois. E o que vem depois? A vivência, a assimilação do pão do céu, ou seja, o tornar-se Eucaristia, vida doada, comprometida, ofertada.

RHEMA: celebrar, receber, adorar, viver a Eucaristia para caminhar e alcançar a meta!

ORAÇÃO: Dá-nos sempre deste pão. Que nunca desistamos de buscar, nesta caminhada rumo ao Horeb celeste, viver nutridos por este pão. Manda teus anjos visíveis e invisíveis para nos despertar a fim de que não nos prostre o torpor do sono de nossos medos e inseguranças, de nossos pecados e obstinações; que neste despertar, fiquemos de pé para nos alimentar e seguir adiante no rumo de teus projetos. Amém.

sábado, 8 de agosto de 2009

Metamorfose na montanha!


Mc 9, 2-10
FESTA DA TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

Personagens: Jesus, Pedro, Tiago e João. Outros: Elias e Moisés
Contexto: Montanha do Tabor

Subir o monte para estar a sós com Jesus: que bonito e que gesto essencial. Há que ser uma prioridade esta subida. A tradição viu nos lugares altos ambientes propícios para um encontro com o Senhor. Lugar de oração,contemplação, silêncio, solidão para estar a sós com o Só.

Lá na montanha o Senhor transfigurou-se. Metamorfoseou-se, isto é, transformou-se de modo fulgurante ante os discípulos. Sua luminosidade irradiante fez-se sentir de modo a transmitir toda a força do poder de Deus, sua beleza, poder e majestade. Uma antecâmara da ressurreição gloriosa de Jesus.

Personagens do antigo testamento que entram na cena: Moises (representante da lei) e Elias (representante dos profetas). Estes não deixam de ser figuras interessantes e significativas por serem arautos e guardiões zelosos da aliança que Deus fez com seu povo Israel. A lei e os profetas representavam as bases fundamentais da antiga aliança. E conversavam com Jesus: aqui vemos a unidade entre antigo e novo testamento. Existe uma harmonia na revelação de Deus. Estes dois personagens foram os que receberam as revelações no Sinai.

Três tendas: como estavam em lugar quase semelhante a um acampamento. Pode ser uma atitude de um alguém que ao deleitar-se com estas visões, deseja sumamente prolongá-las. Não cabe a nós armar tendas. Simplesmente acolher o que Deus revela e o que Deus nos faz experimentar, mas sem apegos.

Desceu uma nuvem: símbolo da manifestação divina (teofania). Indica o sobrenatural, transcendente. Além disso, a tradição oriental viu nesta nuvem o símbolo do Espírito Santo. Da nuvem veio uma voz (pelo texto, indica que é o Pai quem se dirige aos ouvintes): “Este é meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” (v. 7). Escutá-lo sempre, sem medo, com transparência e sinceridade. Ouvir não o que se quer ouvir, não o que vem ao encontro de certas acomodações egoístas, mas escutar o que Ele quer dizer; eis um gesto concreto de sabedoria e de sincero amor. Uma postura típica e irrenunciável do discípulo, ante seu Mestre.

Não viram ninguém, mas Jesus somente: só Ele basta, só Ele, sabedoria encarnada e eterna pode esgotar os anseios mais profundos de sentido que há no coração humano.

ORAÇÃO: Ó Divino Transfigurado, nós te celebramos, te adoramos e sinceramente te buscamos. Temos um anseio de felicidade e queremos preenchê-lo em ti. Ante a voz do Pai mandando-nos ouvir-te, lembramo-nos da voz de tua mãe mandando-nos fazer o que tu nos disseres (cf. Jo 2, 5). Ajuda-nos para que não nos apeguemos à tua fulgurante luz, mas estejamos atentos em ouvir a tua voz. Tua revelação seja nosso norte, tua voz carregada por tua Palavra seja, como diz o salmo 119(118), 105 “lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho”. Ouve-me, Tu que és a Palavra do Pai, Ele que contigo vive e reina na unidade da nuvem luminosa que surgiu no Tabor, teu bom, santo e vivificante Espírito. Amém.

Cananéia: a chatice de uma humilde fé!



Êta mulher chata! insistente, impertinente!


Êta mulher humilde, ousada, cheia de fé!

Pra cada cabeça, uma sentença! Affffiii!


Eu só sei que ela de boba não tem nada! Sei que ela fez a hora de Jesus acontecer na sua vida!

E você, sabe fazer a hora de Jesus acontecer em sua vida?

Personagens: A mulher Cananéia, Jesus, os discípulos.

A mulher Cananéia é imagem de uma pessoa ousada: Pôs-se a gritar. Em outras palavras, ela não se tinha medo, não se intimidava com nada. Nela sobressaíram a humildade e a fé.

Ao colocar nos lábios daquela pobre mulher os títulos messiânicos “Filho de Davi’ e “Senhor”, a nossa personagem faz um verdadeiro ato de fé no Messias Deus.

Os gritos da mulher incomodam. Tem gente cuja procura de Deus é um grito forte, eloqüente, insistente, consciente e sem dúvida, coerente, pois o Senhor escuta o clamor dos pobres. Não devemos ter medo de clamar com insistência pelo socorro de Deus. Se este clamor incomodar pode ser que ele seja uma profecia na vida daqueles que não gritam pelo socorro de Deus em suas vidas. Bastam-se em suas auto-suficiências.

Jesus prova duramente a fé e a humildade desta mulher. Em primeiro lugar por não dar muita importância aos gritos dela. Em segundo lugar recordando a sua condição de pagã (ao referir-se aos “cachorrinhos” que não deveriam ter preferência aos filhos).

Mas, a mulher venceu. Santa Teresa de Jesus ensina que a humildade é um fio de cabeço que trás Jesus prisioneiro para o nosso coração. Ao afirmar ela (a Cananéia) que também os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa dos filhos, ela arrastou Jesus com o fio de cabelo de sua humildade. Ele viu-se na necessidade de atender ao apelo eloqüente daquela mulher. Com efeito, “grande era a sua fé”.

RHEMA: ser humilde e confiante para buscar sempre o socorro divino e nele prosseguir rumo ao alvo da cristificação.

ORAÇÃO: tantas vezes Senhor, eu como filho, me comporto pior que os cachorrinhos. Tu me dás pão em abundância e que faço eu com as riquezas de tão preciosa nutrição? Hoje eu não peço as migalhas de tua graça, porque me alimentas com imensa quantidade de pão, especialmente com o pão da Palavra e o pão da Eucaristia. O que te peço hoje, ó divino Senhor é a graça de prosseguir com fé e humildade valorizando ao máximo o que me dás. E aquilo que me negas, tenha eu discernimento e lucidez espiritual para deixar-me guiar por teus desígnios para que eu não queira. Nada me tire de ti, por mais que em minha inconstância, eu titubeie e enfraqueça a minha decisão pela tua vontade. Eu conto com tua ajuda e que o grito da Cananéia esteja em meus lábios e em meu coração: “Senhor socorre-me!”.

sábado, 28 de março de 2009

Humildade da água do rio




Uma estrada construída na humildade
O que vale mesmo é buscar, insistir, persistir e não desistir.
O rio, que tu vês na imagem, seguindo a ordem normal das leis da física, obedece, se adapta ao terreno e ao relevo onde passa. Se ele encontra a montanha, não sobe a montanha. Se ele encontra o abismo, ele se joga pra baixo. Circundar a montanha, descer o abismo e jogar-se é uma forma de encontrar o seu rumo, de dar sua contribuição vital onde passa. A montanha, o abismo, tudo é razão para descobrir onde ir! Eles não atrapalham, eles são indicadores do percurso. O alvo será atingido, a meta se avizinha!
Imagine só: um rio que sobe a montanha! cruz credo, o povo vai pensar que é bruxaria e os cientístas vão somente dar uma gargalhada. O rio não desce o abismo porque não quer cair e virar cachoeira! bem, vão pensar que você bebeu pinga ou tá de pileque. Não dá!
Mas, teu orgulho tantas vezes te fez recusar dar a volta da montanha. Quais são tuas montanhas? Tua soberba te fez não descer e cair pedras abaixo. Quais são teus declives?
Nossa vida deve seguir o exemplo deste rio. Construir-se e levar vida lá onde passamos. Acolhendo paciente e humildemente as exigências do terreno, marcando-o fortemente com nossa passagem estaremos descobrindo o caminho. Aliás, o caminho surge na medida que damos passos. Como diz o provérbio espanhol: "o caminho é caminhar". Marcar sem angústia, sem agitação, sem medo ou falsos complexos de inferioridade. Marcar o chão onde passamos, sem a soberba da montanha, mas com a perseverança da água, com sua pureza e sua humildade. O caminho nos forma, mas nós formamos o caminho. E seguindo o percurso que encontramos, somos encontrados por aqueles que nos esperam e desaguaremos no mar, em toda a infinidade de sua grandeza

domingo, 22 de março de 2009

Seu nome era José o carpinteiro


Seu nome era José o carpinteiro
Trabalhava de manhã ao sol se pôr
Vivia com Maria, louvando o Senhor
E dizem que ninguém jamais viveu tão grande amor

Às vezes penso em José
Querendo compreender a sua fé
E fico a imaginar quem foi Maria
E a vejo sempre ao lado de José
Por vezes uma angústia me persegue
E pergunto pra Maria e pra José
Por que será que o mundo não consegue
Entender o que se deu em Nazaré

Esta musiquinha muito simples, da autoria do Pe. Zezinho, é uma obra prima de singeleza. Desde o dia 19 deste mês de março, eu a tenho na cabeça e no coração. Nestes dias fomos levados, pela liturgia da Igreja, para junto do carpinteiro de Nazaré que em seu escondimento, simplicidade, pobreza e humildade, em sua castidade e pureza, na generosidade e capacidade de iniciativa, deu conta do recado. Tinha seus temores, seus medos e inseguranças, mas estava sempre cheio de confiança. Sua reta intenção e seu desejo tão sincero quanto ardente de fazer o que Deus queria o fez acertar o passo no caminho que o Onipotente preparou para ele.
A grandeza do carpinteiro de Nazaré, do guardião da Virgem, do protetor e educador do Verbo está na sua pequenez, assumida livre e conscientemente. O único marcado pelo pecado original era exatamente José e, nos desígnios do Pai, coube a ele o serviço da autoridade maior no lar tão sagrado. Deus confiou-lhe suas mais preciosas pérolas: Jesus e Maria. É preciso que se diga: o sim de José fez toda a diferença. Pelo sim de José, Jesus foi introduzido na casa real de Davi e assim cumpriram-se as profecias. Pelo sim de José, Jesus teve um pai legal, um referencial de homem, um amigo, um protetor, um educador. Pelo sim de José, Maria teve um indispensável colaborador no seu papel de dar à luz e criar aquele menino tão especial que carregaria e tiraria o pecado do mundo. Pelo sim de José a fuga para o Egito, o reencontro de Jesus adolescente, a vida cotidiana em Nazaré terminaram com um final onde a ação providencial do Pai passou diretamente pela ação do chefe de sua família, do guardião de sua casa.
Que felicidade termos José, este mesmo José que além de ser todo de Jesus e todo de Maria, e sem dúvida todo de Deus, certamente é todo nosso; um homem casto que exerceu de maneira linda e fecunda uma paternidade que ainda hoje em nossas vidas é capaz de fazer milagres. E que milagres pelo patrocínio de José poderemos receber, basta compreender que o mistério do Deus feito gente como a gente passou por suas mãos, pelo seu cuidado atento e carinhoso. Imagine este mistério do crescimento da vida divina em nós, se desdobrando sob o patrocínio deste ilustre representante da casa de Davi. Ilustre pelas virtudes evangélicas, que antes da vida pública de Cristo, já se vivia naquele humildade lar da Família Sagrada.
Quando eu celebrava a missa, na festa deste glorioso santo, na hora da elevação, eu chamei Jesus de filho do carpinteiro e o louvei por Ele ter sido assim chamado. Acho que Ele gostou do meu louvor e sei que muito se alegrará em conceder aos seus amigos e discípulos a graça da paternidade de seu pai nutrício. Ter Maria como Mãe e José como Pai é um jeito muito concreto de ter Jesus como irmão e ter Deus como Deus. Ser irmão do Senhor não é apenas uma felicidade sem precedentes, de alto valor e imenso privilégio, como também é uma responsabilidade e um compromisso que haverão de engajar e comprometer profundamente nossa vida. Fazemos parte de uma família real, mas com aquele jeito simples de Nazaré, com aquela pobreza profética de Belém, com aquele desprendimento dos tempos da fuga para o Egito. Em um mundo confuso, desorientado por tantos ídolos e contra valores, por tantas mentiras e ilusões, a figura deste pobre de Javé, é luminosa e ilumina com a luz de quem se proclamou Luz do mundo. Ser filho de José e de Maria significa ser Jesus, o maior sonho que o Pai celeste tem a nosso respeito.
Por fim, ser filho de José, significa ter sempre por perto Jesus e Maria. Viver com estes dois, significa preparar para si, uma morte feliz, com estas companhias incomparáveis. Dizem que São José é o patrono da boa morte. Uma morte que é desfecho de uma existência construída em parceria e comunhão com os outros naquela convicção feita verdade que resplandeceu em Nazaré: “O amor de Cristo nos uniu”.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

ÓCULOS DA FÉ!


As lentes da fé, como são necessárias!
Olha aí, que lentes grandes, enoooorrrmes, mas retratam bem a necessidade da gente olhar pra Deus, para as pessoas, os acontecimentos de um jeito novo, sobrenatural e humano, com discernimento evangélico e bom senso racional, sensibilidade e inteligência.
Tire os óculos desse homem da foto e eu tenho um palpite, ou seja, um bacorejo que o coitado vai viver de barroada e colisão na vida com tudo que está diante dele pois ele simplesmente não consegue enxergar. Pode cair e quebrar os dentes! Com você pode até acontecer algo semelhante sem os benditos óculos da fé. Pense bem!!!!

É preciso querer....


É preciso querer!
Mas, o querer deve ser amor,
e nada mais é o amor senão a caridade da Trindade
que ao revelar sua vontade, exalta ao máximo a nossa liberdade
e nos preenche completamente com sua eternidade!


E se você não quiser? Viche meu filho, a coisa vai ficar preta, e mais preta que urubu de luto. Sabe por que? Bem, porque quem não quer é bicho, quem não tem vontade é porque já morreu e esqueceram de enterrar, é porque virou uma marionete das paixões, das ocasiões, das circunstâncias, do que pensam, bem, sei lá do que mais! Quem nada quer virou aquelas pontes que ligam nada a lugar nenhum, em suma, uma poliesculhanbose generalizada e difusa de uma avião que decola e não sabe pra onde vai, um carro que circula o quarteirão até acabar toda a gasolina e se o carro for à gás aí é que a coisa piora porque a criatura vai ficar tonta de tanto rodar. Ta ligado, entendeu porque é preciso querer? Complete Piration!
Objetivos, metas, rumos, bem isso é preciso definir na vida. Caso contrário, bem, sem comentário!


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ego aprisionado

O que te aprisiona a ti mesmo ou aos outros, ou às coisas ou aos planos ou às mentalidades? Quem te impede de quebrar as correntes? Quais os nomes dos teus "escravizadores"? Quais coisas que, na nudez de tua verdade ou na vergonha de tua ilusão, te levam a ficar parado, sem graça, de olhos fechados para não ver a si mesmo? Teu ego aprisionado! Tua vida acorrentada, teus medos sem nome e sem rédeas, paralisando teus potenciais. Tens motivos para querer ser livre, conheces que parado, sentado, deixando-te aprisionar não caminharás e por isso, não progredirás. Escravos das chibatas dos capatazes do sinistro e obscurso mundo da escuridão, do nada, do nunca, do vazio, do engano, da mentira...... da morte!
Então, que te resta fazer senão deixar-te libertar e agir em primeira pessoa como ator da própria história? Que te falta para, nas vestimentas transfiguradoras da verdade, trajar uma roupagem cheia de dignidade de quem é livre? Crês ser possível tudo isso? Acreditas que a ressurreição de Quem foi na frente e venceu te abre perspectivas novas, possibilidades inusitadas? Crês nisso? Quem te fez deixar de crer? quem tirou teu coração da casa da liberdade? Sabes muito bem quem poderá trazê-lo de volta!
Que estás esperando? Na casa de quem te ama, a sandálida da liberdade, o anel da comunhão esponsal e a veste branca de tua nobreza te aguardam, sem esquecer daquele abraço que põe tudo nos eixos, enche de sentido e de luz tua existência e faz com que esteja o teu eu no centro de teu Deus; Vê só:
D E U S

Carinha carente


UM CARINHA CARETA, CARENTE, CAREADO OU CAREIO?
CAREPENTO, CARRAPOSO, COM CAREPA, NA CARESTIA,
COM OU SEM CARENAGEM,
SENDO OU NÃO UM CARÉLIO,
COM CARINHO CARREGADO,
NA CARIDADE DE CRISTO JESUS,
"O CARA"
CARAMBA!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

santos jovens de calça jeans....


Que tipo de santos jovens o mundo moderno precisa para que a comunicação seja só o tchekslovekybite?

Precisamos de Santos Precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade. Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais. Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man. Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. "Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos". (João Paulo II

domingo, 4 de janeiro de 2009

você e seus pensamentos!


VOCÊ PENSA?

Gandhi, certa vez, disse que o homem é o resultado de seus pensamentos; S. Teresinha dizia que ela é o que Deus pensa dela. Acho que um e outro têm suas razões e falam de verdades fundamentais. Deus pensa coisas muito boas sobre nós. E nós o que pensamos de nós mesmos? Nossos projetos, decisões e atitudes nascem deste pensamento. O que você pensa, é o que virá a ser. Bem, não foi a toa que o apóstolo Paulo disse: “... ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, virtuoso ou que de qualquer modo mereça louvor” (Flp 4, 8). Isso mesmo, nossos pensamentos vão dando, pouco a pouco o rumo dos acontecimentos da nossa vida, ou seja, nós vamos progressivamente nos tornando o nosso pensamento.
Viu como é importante pensar coisas que construam, iluminem, purifiquem, orientem e façam acontecer o bem dentro de você? Olhe, se alguém não vive segundo o que pensa e sente, logo pensará e sentirá conforme a maneira como vive.
É batata!
Cuide bem de sua mente. Deixe bons valores e boas coisas povoarem sua fantasia e sua imaginação. Permita que seus projetos sejam constelados de princípios de vida, de paz e de integridade. Não seja uma pessoa despedaçada! Quando Jesus no Evangelho ensinou que temos que ser prudentes como as serpentes (cf. Mt 10, 16), ele estava dizendo que precisamos ter cuidado com a nossa cabeça! ÓOOOOpppaaaa!!!!! É isso aí!
São João Crisóstomo, um grande bispo e doutor da Igreja que viveu no século IV, comentando este trecho da Bíblia, lembrou uma coisa que a gente já sabia, sobre as cobras. O que elas mais cuidam para que não seja atingida? A CABEÇA. Estes animais sabem ou intuem instintivamente ser fatal uma paulada bem dada na cachola. Noutras palavras, se isso acontecer tal fato macabro é sinônimo de caixão preto e quatro velas, noutras palavras, serão promovidas a.... DEFUNTOS, VÃO PRO BREJO OU PRO PAÍS DOS PÉS JUNTOS, SE ESCAFEDEM, VÃO PRO BURACO, ou em linguagem mais eruditas, vão a óbito. (eu sei que cobras não tem direito a caixão preto com quatro velas nem vão pro país dos pés juntos porque não possuem pernas – é só pra ilustrar!).
Aplicando a nós: o que é a cabeça? Ora, nossa vontade, nossa inteligência. Quando estas são atacadas, enfraquecidas, então tudo o que não presta toma de conta, encontra porta aberta e entra, deixa seus estragos, faz bagunça, fica aquela poliesculhanboce generalizada e difusa que haja Deus e haja determinação para por a casa do seu interior nos eixos!
Pare, escute seu coração, deixe sua consciência falar em nome de Deus, purifique seu espírito, deixe mais clara sua vista, corrija a orientação de sua vida.
Faça sua oração e deixe as coisas boas acontecerem. Afinal, seus pensamentos, lá no final das contas e no frigir dos ovos, acabaram formando e construindo um edifício ou uma casa que é você!

 
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