quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Twitter: uma utilidade da comunicação ou lixo na web?

A tecnologia usada para se comunicar tem seu devido lugar, e carece ser bem usada: nem demais, nem de menos! Quando a máquina vai substituindo gradativa ou até repentinamente a possibilidade de relacionamentos e quando a exposição da vida de alguém ultrapassa demasiadamente os limites tênues entre o privado e o público, então, cabe uma reflexão. A internet é mais um destes meios, criação humana. Diga-se de passagem, fantástica, maravilhosa. Trás consigo um potencial imenso de viabilizar a comunicação e fornecer informações, até mesmo em tempo real. Por isso mesmo a Igreja declara:
“Uma vez que o anúncio da Boa Nova às pessoas formadas por uma cultura dos mass media exige uma cuidadosa atenção às características singulares dos próprios meios de comunicação, actualmente a Igreja precisa de compreender a Internet. Isto é necessário a fim de que ela possa comunicar-se eficazmente com os indivíduos — de modo especial com os jovens — que se encontram mergulhados na experiência desta nova tecnologia, e também em ordem a fazer bom uso da mesma”[1].
A aldeia global está em todo computador conectado. Certamente, globaliza o bem, como também o mal. Em suma, depende como é usada. E com ela, veio à luz o Twitter. Seu lema é “"What are you doing right now?" ("O que está fazendo agora?"). O Twitter “é uma rede social e servidor para microblogging que permite aos usuários que enviem e leiam atualizações pessoais de outros contatos (em textos de até 140 caracteres, conhecidos como "tweets")”. “Micro-blogging é uma forma de publicação de blog que permite aos usuários que façam atualizações breves de texto (geralmente com menos de 200 caracteres) e publicá-las para que sejam vistas publicamente ou apenas por um grupo restrito escolhido pelo usuário”[2]. No Brasil, pouca gente associa a ferramenta ao uso corporativo ou em prol de algo útil. A proposta básica do Twitter é informar à sua rede de “seguidores” o que você está fazendo neste momento. Mas, diminuamos a marcha: o santo é de barro, a não ser para quem tenha um mórbido desejo de saber dos detalhes da vida íntima de qualquer um (o privado parece que deixou de existir em alguns casos: será que é carência afetiva?). E ainda gera um terrível volume de lixo eletrônico na rede mundial. É bom lembrar que todo esse lixo deixa a conexão mais lenta e faz com que se pague mais pela energia elétrica consumida – ou que outros pagam; é bom não esquecer que entra em cena a questão ambiental e por aí vamos.
Do ponto de vista do trabalho, a coisa muda de figura: “seguidores” que, atuando na mesma área profissional – ou em áreas afins e correlatas – podem ser mantidos a par dos rumos profissionais que alguém está tomando. Longe de ser oportunismo, todo mundo que trabalha precisa de fornecedores e parceiros bons e confiáveis, além de extremamente competentes e em constante crescimento e atualização. Será importante não perder tempo, aprender, colher informações, cultivar experiências. Comandadas por homens e mulheres extremamente inteligentes em suas áreas profissionais, as grandes empresas têm aprendido algo simples: a internet não é ambiente para que se proliferem pedófilos, emos, pseudo-reacionários-sem-causa e adolescentezinhos imaturos falando mal de seus pais. É uma ferramenta fantástica, pronta a servir-nos em nosso bem maior: nosso avanço científico, corporativo, intelectual religioso e moral. O Twitter também tem sido constantemente utilizado por grandes empresas para a divulgação de suas marcas, através de constantes atualizações, sempre ligando o "consumidor" a uma página onde possa encontrar mais informações sobre o serviço ou produto oferecido. Além disso, o Twitter tem se mostrado um ótimo instrumento para o fortalecimento das marcas no ambiente virtual, pois agrega seguidores que recebem as atualizações enviadas pelas empresas, porém ainda é uma ferramenta que deve ser melhor explorada para esse fim. Imagine só, se a divulgação do Evangelho passa a ser realizada através de um instrumento como esse? Formações, iniciativas educativas, momentos de oração, aconselhamentos, pregações, homilias, e etc. Em um mundo onde as pessoas têm essa necessidade um tanto exagerada e até morbosa de falar de si e expor sua intimidade, levar com insistência a mensagem de Cristo pode ser uma sacada de mestre. Jamais deveríamos exprimir na internet nada que não diríamos pessoalmente a alguém. E se, pessoal ou comunitariamente falaríamos da mais importante notícia, a boa notícia, a grande notícia,sem dúvida podemos e devemos repassá-la através do twitter. Ainda sobre a Igreja e a internet, o Pontifício Conselho para as comunicações sociais enfatiza:
“ ... os grupos ligados à Igreja deveriam estar activamente presentes na Internet; além disso, os indivíduos e os grupos não oficiais, bem intencionados e rectamente informados, que agem por sua própria iniciativa, são também encorajados a estar presentes na Internet”[3].
O Twitter, invadido por brasileiros despreparados, apenas reflete a falta de preparo da maioria dos nossos usuários em lidar com a tecnologia para um fim útil e maior. Que os Twitters, Orkuts, MySpaces, sirvam a algo maior. Não é necessário abolir a informalidade, a espontaneidade, tampouco o lazer. Entretanto, há algo muito mais interessante do que o recheio dos seus sanduíches para postar no Twitter…; educar para um uso inteligente e produtivo, e por que não dizer, salvífico desta parafernália tecnológica é sempre algo irrenunciável para os cristãos, ante os seus jovens também chamados a ser discípulos do Senhor Jesus!
[1] PONTIFÍCIO CONSELHO PARA AS COMUNICAÇÕES SOCIAIS, Igreja e internet, n. 5 in http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/pccs/documents/rc_pc_pccs_doc_20020228_church-internet_po.html, acesso em 28/outubro;2009, às 22h21m.
[2] Twitter , in http://pt.wikipedia.org/wiki/Twitter, acesso em 28/outubro/2009, às 22h05m.
[3] PONTIFÍCIO CONSELHO PARA AS COMUNICAÇÕES SOCIAIS, Igreja e internet, n. 8, in http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/pccs/documents/rc_pc_pccs_doc_20020228_church-internet_po.html, acesso em 28/outubro;2009, às 22h35m
domingo, 18 de outubro de 2009
o maior entre vocês!

LECTIO DE 18/out/2009Mc 20, 35-45UM PAPO SERÍSSIMO! Segura aí! Não seja covarde, nem medroso e não invente de se esconder. NÃO FUJA! LEIA, REZE, PENSE, DECIDA!
A palavra de hoje nos insere no vértice da vocação cristã. A ambição dos discípulos, direcionada aos cargos ou lugar de honra, ou mesmo afirmando e buscando garantir o triunfo junto do Messias revelam o coração humano e suas megalomanias (as manias de ser grandão, o maioral, o rei da selva - tendências leoninas). Parece este leão que se julga do dono do pedaço, abafando e arrasando!O que pedis? O que quereis que eu vos faça? Esta pergunta de Jesus é muito séria e muito importante. Ele quer fazer e quer nos atender. Mas, fica o questionamento: qual o conteúdo do nosso querer? Que desejamos? Onde se inclina a nossa vontade? Para onde nos leva o nosso coração? Que que você anda querendo. Palha, lodo, lama, ouro, prata? Sabe distinguir o ouro da prata? a prata do lodo? o lodo da palha? O que é importante? O que é que tem valor? Você sabe? Quais os critérios que você usa? É preciso distinguir, separar o mais certo daquilo que é o mais fácil.
Ao ouvir a solicitação dos discípulos na linha da grandeza, dos cargos, das facilidades e do triunfalismo, a resposta do Mestre reconduz a compreensão da vitória e da primazia que cada discípulo do Reino deve almejar.Ele não oferece cargos, nem prestígio, nem honras, nem mesmo o sucesso: ele oferece o cálice da ira o qual deve ser esgotado (cf. Jr 25, 15-29; Is 51, 17). Os dois discípulos entenderão isso: Tiago morrerá mártir de martírio vermelho (será morto por Jesus e pelo Evangelho derramando o próprio sangue cf. At 12, 1-12) e João terá que sofrer por Jesus e no seus escritos deixará um inenarrável testemunho da primazia do amor-caridade-serviço. Isso é algo de enaltético! Só o tchekslovekibite!
Na Bíblia o Peregrino há um comentário belíssimo e eu o transcrevo aqui:
“... a comunidade do Messias rege-se por princípios opostos aos do mundo. Nela, a ambição será substituída pelo espírito de serviço. Não é que o serviço seja meio para conseguir o primeiro lugar, mas que no serviço reside a dignidade. Não em virtude de um oráculo individual (como em Gn 25, 23), nem por uma desordem social (como diz Ecl 9, 6-7), mas por um preceito e pelo exemplo de Jesus (visto como servo de Is 53, 10).Na menção do cálice e da imersão, o cristão pode ler nas entrelinhas uma alusão ao batismo e à eucaristia como participação na paixão de Cristo (Rm 6, 3-4; 1Cor 11, 26)”(L. A. SCHöKEL, Bíblia do Peregrino, 2ª ed., S. Paulo, 2006, p. 2426).
Os primeiros lugares no Reino a quem caberá? Meu Deus! Livre-nos o Senhor desta pergunta: é para quem o Senhor quiser. Não nos cabe ambicioná-los. Quem os ambiciona, deles se exclui! Cabe-nos amar, servir, dar a vida. O que vem após isso, bem, não é da nossa conta. Basta que Deus saiba e na liberdade infinita que lhe caracteriza faço o que bem entender.Alguém disse que o caminho da fidelidade a Deus por medo do inferno é o caminho dos escravos. A busca das recompensas é o caminho dos mercenários. A filiação amorosa e confiante, o serviço generoso e desinteressado é o caminho da união perfeita para com Deus aprofundarão o zelo e o desejo de dar-se servindo. A confiança cristã não se baseia só na cruz, senão a cruz se tornará uma ideologia, monstruosidade. Atrás da cruz está o amor do Pai. É este amor que nos escolheu em Cristo e para Cristo. Nós mesmos, somos, para o Cristo, o dom que o próprio Pai tem reservado ao seu querido Filho. Idéia fantástica e inusitada: Nós o presente do Pai para seu Filho! Jesus toma a contramão. E tome barruada! Responde às perguntas dos discípulos oferecendo a proposta radical: dar a vida! Fazendo a proposta da pequenez: ser escravo dos irmãos! Fazendo a proposta do amor e da realeza divina: o serviço. Sem minoridade não existe fraternidade.
Nosso Senhor conhece o coração com sua mania de grandezas. O homem é feito para se levantar da sombra e andar erguido, dentro da luz. Mas o coração humano se perverte e usa a grandeza para diminuir o outro, servir-se do outro, explorar o outro. Parece que, somente amarrando o outro na sua insignificância, a pretensa grandeza parece grande. Terrível! Quem faz isso é, aos olhos de Deus, um jeguenow (burro).Jesus segue na contramão: quem governa as nações as dominam, e os seus grandes as tiranizam. Como é triste ver que quem foi chamado e eleito ou de algum modo chegou ao poder, ao invés de servir o povo, serve-se do povo. Ao invés de buscar o verdadeiro bem das pessoas, pelo populismo ou pela opressão tirânica, alguns governantes vão ao encontro de interesses que deixam a vida mais cômoda, não buscam o melhor e o mais certo, mas o mais fácil e mais gratificante para o egoísmo humano. E, às vezes, buscam o que é cômodo para si, com a meta de unicamente manter-se no poder. Para manter-se no poder são capazes de tudo. Será que isso existe ainda hoje?
Nosso Mestre aponta o caminho certo para os seus discípulos: o serviço, assim como ser escravos dos irmãos e irmãs. Serviço da verdade, serviço da caridade. O cristão, ao ser comparado ao sal e à luz (cf. Mt 5, 13-16) recebeu de Jesus uma imensa responsabilidade. Agir e ser elemento de transformação. O discípulo de Cristo aceita a desafiante proposta de ser diferente e fazer a diferença. Iluminando e dando sabor, preservando da corrupção a vida cristã é marcada por um dinamismo enorme. Trata-se da dinâmica do compromisso, da força da responsabilidade. Pense num negócio chopanestérico e anaximândrico, panelático e extragótico! Algo supimpa e inoxidável!A disponibilidade ao serviço do outro é a verdadeira medida da grandeza e precedência na comunidade. Toda função de governo deve estar, exclusivamente a serviço da comunidade. Como Cristo é fonte de Deus em nós, assim nós também, pelo serviço, queremos ser para os outros, fonte de felicidade e confiança. A gratuidade é a lei de Cristo! Quem mais serve os outros sem recompensa, tem semelhança com Cristo. Por isso, quem não vive para servir, não serve para viver. Quem topa qualquer parada, não para em qualquer topada.
Um abraço pra vc filoteu!
Um abraço pra vc filoteu!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Uma flor no jardim do Senhor: Margarida

Não fique impressionado, caro filoteu, mas essa flor é demais. Não estou exagerando!
Era uma garota comum, mas Jesus teve para com ela uma predileção toda particular. Foi tomando-a para Si. E ela não teve como escapar deste amor gigantesco que dela tomou posse. O nome dela (desta flor) é Margarida Maria. Viveu na França durante o século XVI. No convento, fez progressos muito particulares e Nosso Senhor falou muitas vezes com ela. Numa dessas vezes convidou-a para realizar uma ação de reparação pelos pecados da humanidade. Mostrou para ela o seu Sagrado Coração. Naquele tempo, além dos pecados, as pessoas tinham uma relação com Deus toda cheia de dedos, ou seja, marcada por medos, terrores de tudo quanto é tipo.
Ora, Margarida ajudou as pessoas a entender que, ao mostrar seu Sagrado Coração, Jesus deu a entender à sua amiga que as pessoas deveriam ter para com Ele muita confiança e um amor sincero, roxo, total. Ele é amigo, não é patrão. Ele é Senhor, não um carrasco. Ele é Deus e não um ídolo. Ele é Amor e sua justiça se expressa no respeito à liberdade de todos. Se Ele pressiona, purifica, poda, tira, arranca, alerta, dá umas cacetadas bem dadas, ah, caro brother, não se assuste: Ele só quer o maior bem de quem é alvo do seu amor. "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8, 28). Por isso, quem se encarregar de amar a Deus com todo o coração, então, só tem lucro, o que acontece vem somar e nunca dividir ou diminuir.
Quem te fala é a Margarida:
"Este Coração divino é oceano de todos os bens. Nele precisam os pobres mergulhar todas as suas necessidades. É oceano de alegria, onde temos de mergulhar todas as nossas tristezas. é abismo de humildade contra nossa loucura, abismo de misericórdia para os miseráveis, abismo de amor para as nossas indigências".
Segundo Margarida, do Coração de Jesus brotam dois três rios: um da misericórdia para os pecadores, outro é de caridade para os sofredores (em especial os que estão se esforçando para serem melhores -aquela turma que rala duro para fazer o que Deus quer). O outro é amor e luz que ilumina e fortalece os perfeitos amigos de Jesus os quais deverão buscar sempre mais a Sua glória. Fantástico não é? Que riqueza! Tudo isso é arrasantemente triturante.
Ela dá um conselho final:
"Acima de tudo, porém guardai a paz do coração que supera todos os tesouros. Para guardá-la, nada melhor que renunciar à própria vontade e colocar a vontade do divino Coração no lugar da nossa, de modo que ela realize em nosso nome o que redunda em sua glória. E nós, felizes, nos submetemos a ele, com absoluta confiança".
Mas, atenção, fique antenado com uma observação que a santa nos dá a respeito deste coração cujas pulsações ela bem conhecia: "Pois o Sagrado Coração é fonte inexaurível, que somente quer difundir-se pelos corações humildes, a fim de que estejam livres e prontos a viver sua vida em conformidade com seu beneplácito". Olha lá, a coisa é bem arrochante: é preciso ter humildade. Sem ela não é possível receber as difusões do Coração Sagrado. Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!"
Que Jesus te esconda no Seu Divino Coração, Coração humaníssimo também e te faça feliz. Coração na Bíblia é a sede das decisões. E Deus que é Amor se decidiu a amar.
Um abraço pra você.
PS: (Se vc quiser dar uma olhadinha no outro blog, mais formativo, o endereço é http://filoteus.blogspot.com/): lá eu tenho uma formação que estou postando (ao menos vez por outra).
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Teresa, a amiga de Jesus

Estou postando mais esta mensagem sobre Teresa de Jesus, a grande. E por que foi grande? era uma amiga de Jesus. E os olhos desta mulher estavam fixados em Nosso Senhor de tal modo que com segurança ensinou:
"Com tão bom amigo, com tão esforçado chefe, tudo se pode sofrer. Serve de ajuda e dá reforço: a ninguém falta. É amigo verdadeiro. Sempre tenho visto claramente que, para contentarmos a Deus e para que nos faça ele mercês, quer que seja por intermédio desta humanidade sacratíssima, na qual Sua Majestade declarou ter posto suas complacências. (...). Quando pensarmos em Cristo, sempre nos lembremos do amor com que nos concedeu tantas graças e da grande ternura que nos testemunhou em nos dar tal penhor do muito que nos ama., pois amor pede amor. Procuremos sempre ir consderando estas verdades e estimulando-nos a amar. Porque uma vez que nos conceda o Senhor a graça de que este amor nos seja impresso no coração, tudo nos será mais fácil: faremos grandes coisas muito depressa e com pouco trabalho".
Bem melhor que isso é só dois isso. Recuso-me comentar algo que já está cheio de clareza. Tenho receio de estragar o que já está bom demais e muito bem dito. Deixo pra você este pensamento, meu caro filoteu (amigo de Deus) para que sua amizade com Ele amadureça progressivamente.
Um abraço pra você.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Teresa, aquela de Jesus

Êta mulherona! Toda de Deus e por isso, livre como um pássaro. Toda de Deus e por isso, pôde doar-se à missão com totalidade. Que meta formidável esta inteireza de Teresa! E como foi que ela conseguiu?
Bem, sei que falarei pouco ou quase nada, mas é só uma pincelada que não tem a presunção de dizer muito; ela descobriu a ORAÇÃO. Isso mesmo, a chave que abre as portas, especialmente do coração de Deus. E para a Teresona (ela era grande mesmo, não em estatura física propriamente, mas uma gigante na fé) rezar significa estabelecer com Deus um trato de amizade.
Eta pentcha! Amizade é algo muito sério. Significa relacionar-se em profundidade, interagir, partilhar, acolher o amigo e nele deixar-se envolver pelo bem que ele traz consigo. Amizade é criar pontes, é cativar (criar laços - quem lê o pequeno príncipe vai achar isso).
Veja bem, amizade não significa somente luzes, flores e cores. Ser amigo significa acolher a diferença; bem e quando o amigo é DEUS, então meu filho, pode tirar o cavalinho da chuva e nem invente de encabrestrar o Todo Poderoso que, como dizia meu avô, tentar fazê-lo é o mesmo que jogar pedra na lua. Eu queria dizer que, ser amigo de Deus exige acolher a ALTERIDADE. Traduzamos: ele é o totalmente Outro, ele está muito, mas muito além de mim. Não dá pra encaixotá-lo em meus reduzidos esquemas. E aí a porca torce o rabo. Aí o trem pode sair dos trilhos. E por que? Precisa paciência. Nem invente de relacionar-se com Ele na base da síndrome da Kid Abelha "Hum, quero você como eu quero". Isso é coisa de bereu! Gente que é jegue-now! Deus prova seus amigos, quer vê-los maduros, sem nhê-nhê-nhê (isso pode dar um iê-iê-iê da moléstia), mendigando consolações ou vivendo uma vida medíocre. Deus não quer vítimas, coitadinhos, gente com cara de morreu e esqueceram de enterrar, aquele povo meio bobo que acha que os outros são sempre os culpados. Bem, basta a Vítima Pascal: Cristo. O resto, com excessão de Maria Imaculada (que não se fez de vítima) todos têm culpa no cartório e por isso são culpados. E brá!
Teresa ensina: "Imaginar que sua Majestade acolha entre seus amigos íntimos gente comodista e sem sofrimento, é verdadeiro disparate". Afffiiiiii! Pense. Segura esta!
Deus não quer amigos interesseiros ou egoísta (nem eu! você também não, claro!). Por isso, os purifica, por isso os prova. As pessoas têm que querê-lo em função dele mesmo e não em função de seus dons.
Bem, Teresa, minha querida Teresona, topou a parada e não parou na primeira topada. Foi em frente e não desistiu. Fez até um voto para fazer tudo com perfeição. Amigo que é amigo, é assim.
Teresa,tão humana: mulherão! Toda de Deus: santona! Viveu o trato de amizade com Jesus: amigona!
Depois eu falo mais dela: é gostoso falar dela. Que ela de sua feliz eternidade reze por nós todos.
Um abraço pra você pequeno filoteu! (amigo de Deus).
PS: Amanhã é dia dela. Comemoremos e sobretudo agradeçamos.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Que riqueza é essa?

E o chiquinho (o nome dele mesmo é São Francisco de Assis) amou a pobreza, ficou rico da verdadeira riqueza e foi feliz, muito feliz!!!!!!!!!!!) Pense! Ele é a figura que me inspirou comentar este evangelho. (Mc 10, 17-30)
Alguém se aproximou de Jesus e o chamou de bom. E perguntou também o que é preciso para chegar à vida eterna. Respondendo ao que lhe parecia evidente, algo que estava na cara, o Divino Mestre expõe com clareza as exigências do Reino: os mandamentos! (ora bolas, o que mais deveria ser?). Além disso, ajudou o seu interlocutor a entender que toda bondade vem de Deus. Nós participamos desta bondade.
Ótimo! Que beleza (beleza pura), tudo claro. Ficou tudo só o tchekslovekybite e o tchorinights juntos. O fulano que até se ajoelhou para fazer a pergunta (que solenidade! Que reverência! Caramba!), deixou claro que era um ótimo observante dos mandamentos. Maravilha, melhor que ótimo! Já é grande coisa, grande coisa mesmo (e hoje em dia, nem se fala!!!!!!!!!).
Mas, (sempre tem um mas na história, porque senão ela não tem graça), o fulano reverente ouviu de Jesus algo muito instigante (ou seja, Jesus, digamos, jogou a batata quente nas mãos do dito cujo, meteu a faca e fez a proposta exigente, coerente pra quem quer mais, envolvente pra quem quer investir a vida): “vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Resultado, o tal se abateu, ficou triste e se escafedeu. Onde estava o problema? Ele era muito rico! E desde quando riqueza é problema? Ela tem tudo pra ser solução! Exato!
Entretanto (Vixe, lá vem outra adversativa!), qual o significado que estas riquezas possuem para este moço? Qual a importância ou o grau de prioridade? Tais riquezas são meios ou são um fim? Tem valor instrumental ou valor de meta? é ponto de passagem ou ponto de chegada? Eis o x da questão, aqui é que o trem pode sair dos trilhos.
Outra coisa importante: Deus pode salvar os ricos. Não são as riquezas que salvam, mas a graça divina que podem ajudar as pessoas a fazerem um bom uso de suas riquezas para fazer o bem, para viver a missão que o Senhor a elas confia. Por riqueza, não se entenda somente dinheiro e coisas materiais. Seria uma visão muito pobre, muito míope do que é riqueza, mas entenda-se também os bens espirituais, culturais, intelectuais, a saúde, o tempo, a formação, em suma, as oportunidades que as pessoas tiveram na vida. Eis a riqueza. A vida é uma grande riqueza. Mas, tudo isso, ou é posto a serviço, ou se torna meio para viver o projeto de Deus ou então é ídolo, é acumular pra si sem partilhar, é fazer de algo que deve ser posto em comum, um mero recurso de segurança pessoal.
Que haveremos de ganhar em troca, nós que deixamos tudo pra te seguir? Bem, esta é uma pergunta infeliz. Não se pode relacionar com Deus na base do "toma lá dá cá". Deus não tem vocação para ser comerciante, ele não comercializa seus dons: ele os doa para que sejam partilhados com discernimento e generosidade. Só isso. Além do mais, não estamos fazendo um favor para Deus pelo fato de estarmos no seu serviço. Ao contrário: É Ele que nos concede um grande dom por nos chamar para servi-Lo. Aliás, pensemos bem, a turma por aí, acho o máximo ser secretario do papa, ou do presidente ou da rainha da Inglaterra, ou ligado a gente influente ou importante, indinheirada e coisas várias. E ser servo de Deus, o que é? Ser filho de Deus? Bem só sendo DDD (doidim de Deus) pra viver esta piração evangélica da gratuidade: aliás, ela é uma bomba de amor, uma revolução que vai deixar o Espírito Santo fazer a maior festa (pra não dizer a maior farra) realizando a quebradeira no egoísmo e comodismo das pessoas.
Ótimo! Que beleza (beleza pura), tudo claro. Ficou tudo só o tchekslovekybite e o tchorinights juntos. O fulano que até se ajoelhou para fazer a pergunta (que solenidade! Que reverência! Caramba!), deixou claro que era um ótimo observante dos mandamentos. Maravilha, melhor que ótimo! Já é grande coisa, grande coisa mesmo (e hoje em dia, nem se fala!!!!!!!!!).
Mas, (sempre tem um mas na história, porque senão ela não tem graça), o fulano reverente ouviu de Jesus algo muito instigante (ou seja, Jesus, digamos, jogou a batata quente nas mãos do dito cujo, meteu a faca e fez a proposta exigente, coerente pra quem quer mais, envolvente pra quem quer investir a vida): “vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Resultado, o tal se abateu, ficou triste e se escafedeu. Onde estava o problema? Ele era muito rico! E desde quando riqueza é problema? Ela tem tudo pra ser solução! Exato!
Entretanto (Vixe, lá vem outra adversativa!), qual o significado que estas riquezas possuem para este moço? Qual a importância ou o grau de prioridade? Tais riquezas são meios ou são um fim? Tem valor instrumental ou valor de meta? é ponto de passagem ou ponto de chegada? Eis o x da questão, aqui é que o trem pode sair dos trilhos.
Outra coisa importante: Deus pode salvar os ricos. Não são as riquezas que salvam, mas a graça divina que podem ajudar as pessoas a fazerem um bom uso de suas riquezas para fazer o bem, para viver a missão que o Senhor a elas confia. Por riqueza, não se entenda somente dinheiro e coisas materiais. Seria uma visão muito pobre, muito míope do que é riqueza, mas entenda-se também os bens espirituais, culturais, intelectuais, a saúde, o tempo, a formação, em suma, as oportunidades que as pessoas tiveram na vida. Eis a riqueza. A vida é uma grande riqueza. Mas, tudo isso, ou é posto a serviço, ou se torna meio para viver o projeto de Deus ou então é ídolo, é acumular pra si sem partilhar, é fazer de algo que deve ser posto em comum, um mero recurso de segurança pessoal.
Que haveremos de ganhar em troca, nós que deixamos tudo pra te seguir? Bem, esta é uma pergunta infeliz. Não se pode relacionar com Deus na base do "toma lá dá cá". Deus não tem vocação para ser comerciante, ele não comercializa seus dons: ele os doa para que sejam partilhados com discernimento e generosidade. Só isso. Além do mais, não estamos fazendo um favor para Deus pelo fato de estarmos no seu serviço. Ao contrário: É Ele que nos concede um grande dom por nos chamar para servi-Lo. Aliás, pensemos bem, a turma por aí, acho o máximo ser secretario do papa, ou do presidente ou da rainha da Inglaterra, ou ligado a gente influente ou importante, indinheirada e coisas várias. E ser servo de Deus, o que é? Ser filho de Deus? Bem só sendo DDD (doidim de Deus) pra viver esta piração evangélica da gratuidade: aliás, ela é uma bomba de amor, uma revolução que vai deixar o Espírito Santo fazer a maior festa (pra não dizer a maior farra) realizando a quebradeira no egoísmo e comodismo das pessoas.
Deus abençoe. Fui!
sábado, 3 de outubro de 2009
Não é bom que o homem esteja só!

Saca só: Hoje o papo pirado será um papo firme. Um papo de amor, um papo que lembrou a responsabilidade de algo muito sagrado e que Deus leva muitíssimo a sério. Ele ama roxamente a família e o matrimônio. Fica de cara quando o sucateiam e acham que ele virou saco de pancada dos instintos descontrolados. Tá ligado?
Quando os fariseus falaram que, no antigo testamento, Moisés tinha autorizado uma certidão de divórcio a ser dada à mulher quando o homem quisesse separar-se, Jesus interviu e discordou. Explicou que essa permissão ou concessão feita pelo grande guia do povo se deu por causa da dureza do coração humano. Coração de pedra, coração de ferro, sem sensibilidade para construir algo que seja bom de fato, algo de belo e de verdadeiro para fazer o homem mais homem e a mulher mais mulher, ou seja, plenamente realizados.
Dividir, separar, apartar, distanciar, bem, estes são verbos que Deus não conjuga. O Deus Trindade é comunhão, é união, unidade, partilha profunda, na riqueza da diversidade do trio que a compõe. Conjugar significa dar dinamismo ao verbo, desdobrá-lo na dinâmica dos tempos, fazê-lo realizar sua função operacional, ou seja, deixá-lo agir. Deus não é uma solidão teocrática, é uma comunhão de Pessoas chamando o homem e a mulher à comunhão. Daí o veredito: "Não é bom que o homem esteja só". E o matrimônio que é o berçário da vida e de todas as formas de vida comunitária e social deve ser cuidadosamente resguardado e cuidado. Nâo é exagero. Sem a família, sem o matrimônio vivido na ordem estabelecida por Deus a sociedade não sobrevive, ou melhor, caminhará de forma terrível para sua ruína. Escafeder-se-á (gosto de mesóclises: elas são divertidas). Não é corolice nem moralismo da Igreja ou do papa e dos bispos. É uma verdade a ser assumida e responsavelmente direcionada.
"Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!"
Cada família que se forma é uma resposta amorosa e generosa a este veredito divino. Está na natureza humana. Por isso, que do ponto de vista natural, instintual (pelo instinto agregativo, afetivo-sexual, comunitário, generativo), a pessoa humana tende a casar-se. As pessoas buscam ter alguém, sua "cara metade" (não que sejam incompletas, mas capazes de criar esta comunhão). E cada família tem seu rumo, tem suas peculiaridades: eis a razão pelas quais morar em casa de sogra ou de sogro, morar com outros, não sei, tudo isso é meio perigoso e de pouca possibilidade que dê certo. E mais, já não são dois, mas uma só carne, isto é, uma só vida, um só coração e no concreto do cotidiano, unidos por laços não somente naturais, mas laços divinos pela força de um sacramento. E o sacramento do matrimônio, junto com o sacramento da ordem, é classificado como sacramento do serviço. E que serviço! Serviço do amor e da vida! E quanta segurança e estabilidade em nossas almas, em nossos corações encontrar estes sinais fortes, proféticos de homens e mulhers que feitos esposos no Senhor, vivem a unidade, a comunhão. Envelhecem juntos, partilham existências até às últimas consequências, até que a morte os separe. Com efeito, o que Deus uniu, o homem não separe. Mandamento divino ao qual somos chamados a acolher com reverência e profundo zelo. Se assim não for teremos uma família trapo. E trapo se desmancha rapidinho. Não tem consistência.
Talvez aqui venha a necessidade de entender que família não pode ser sucateada por tantas forças corrosivas, destrutivas, negativas, impedimentos para viver com dignidade e profundidade um relacionamento estável, definitivo, repleto de um amor sólido e estável. A preparação para o matrimônio começa com a amizade, com a oração, com laços de mútuo conhecimento. Dá pra entender ou intuir que os "fica", os relacionamentos bem promíscuos (esculhambados mesmo), afetos desordenados, além de superficialidades de tudo quanto é jeito são formas intelijumentais ou burrolijais de construir a casa sobre a areia movediça. Instinto é cego e por isso precisa ser guiado. Caso contrário a inteligência e a vontade se enfraquecem e tudo acaba no buraco e haja Deus para de lá tirar quem lá caiu. E aí véio, vai ser a maior páia, Ó?!
Viemos de uma família. E para a Família Trinitária um dia tornaremos.
Deus te "protueja" (não tem nada haver com brotueja, viu?)
A esperteza da menina

Vá ser esperta assim no céu fazendo na terra o bem!!!! Ela, a menina pequena, a TERESINHA, fez e faz isso. Faço minha homengem a ela, uma amiguinha de velhos carnavais que não desgruda de mim. Sou grato ao Senhor por ela!
Ela não dava ponto sem nó. Sabia muito bem que babado não é bico. E por isso, em sua curta existência (quem foi que disse que foi curta? Ela disse que ia passar o céu dela fazendo o bem à terra! Ela não se aquieta! Uma menina peralta mesmo. Teresinha é um tipo de gente que nem sei se pra eles adianta dizer "descanse em paz", depois que morreram. Até da eternidade estão na ativa. E que ativa! Jorrando pétalas de rosas de amor que são as graças que ela arranca do bom coração de Jesus!
Voltemos: o segredo dela (só pra nós.... e pro povo da rua ou também pra torcida do flamengo) => ser pequena, ser confiante, abandonada, cheia de certeza que o Pai cuida de tudo e por isso mesmo os mínimos detalhes eram muito importantes para a Teresinha: todos estes detalhes e coisas pequenas estavam cobertos de atenções e cuidados. Alguém disse que "Quem é fiel no pouco será fiel no muito" (imagine quem?): Sacou? Conectou? Tá ligado?Quem é pequeno não fica por aí desperdiçando tempo, não se enrola, não se embaça com traumas ou nas dificuldades miúdas do dia-a-dia. O importante é que aquele sorriso, aquele jeito de lavar a panela ou varrer a casa, aquele jeito de teclar no computador, aquela palavra, aquele jeito de falar, de sofrer, de se alegrar, coisas miudinhas, pequenininhas, aquelas besteirinhas de nada, bom, tudo isso pode se encher de significados e bênçãos, pode ser fonte de salvação para que o amor seja gigante.
Que tal? Mas, esse caminho das pequenas coisas, da infância espiritual está longe de ser um caminho adocicado e meloso. Ser criança nos braços do Papai do céu não significa viver uma criancice besta e egoísta. É caminho de um abaixar-se exigente, corajoso, profético, onde o orgulho vai perdendo a vez e a voz (ou melhor a força do grito) para acontecer uma generosidade sem precedentes. É alegrar-se com os mimos pequenos do Pai, é acolher o sim e o não que vem de Deus na certeza que estamos seguros na sua vontade, que seremos felizes quando estamos abandonados ao seu amor misericordioso. Esse foi o caminho da meninazinha esperta e pode ser o meu, pode ser o teu. Que tal?
Abraço pra você!


18:52
Pe. Antonio Marcos Chagas